Estudar e trabalhar no exterior em 2026: conheça as regras de 6 destinos
- há 12 horas
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Estudar no exterior já é uma experiência capaz de mudar a forma como você se comunica, enxerga o mundo e conduz a própria carreira.

Quando o programa também permite trabalhar legalmente, o desenvolvimento pode ir além da sala de aula. O estudante pratica o idioma em situações reais, conhece a cultura profissional de outro país, amplia sua rede de contatos e desenvolve habilidades como autonomia, adaptação, comunicação e confiança.
Mas existe um ponto fundamental para quem procura um intercâmbio com trabalho:
Estar matriculado em uma escola não significa ter autorização automática para trabalhar.
O direito ao trabalho depende do país, do curso, da duração do programa, da instituição escolhida, do tipo de visto e das condições registradas na autorização concedida ao estudante.
Por isso, antes de escolher onde estudar e trabalhar no exterior em 2026, é importante entender o que cada destino realmente permite.
Estudar e trabalhar em Dubai: como funciona?
Dubai pode interessar a quem deseja estudar inglês em uma cidade internacional, moderna e conectada a profissionais de diferentes nacionalidades.

A experiência proporciona contato frequente com pessoas de diversas origens, já que o inglês é amplamente utilizado em ambientes profissionais, comerciais e educacionais.
Entretanto, Dubai não funciona como os destinos tradicionais de estudo e trabalho, nos quais determinados cursos já estão diretamente associados a uma quantidade definida de horas de trabalho.
O estudante pode trabalhar em Dubai?
A matrícula em um curso de inglês ou em outra formação não concede, sozinha, autorização automática para exercer uma atividade remunerada.
Os Emirados Árabes Unidos possuem uma categoria de permissão destinada ao treinamento e à contratação de estudantes que já estejam no país. Para estudantes estrangeiros, podem ser exigidos documentos como residência válida, identificação dos Emirados e comprovação da condição de estudante. A solicitação da autorização adequada é realizada pelo estabelecimento ou empregador.
Isso significa que o estudante não deve embarcar considerando que poderá começar a trabalhar imediatamente após iniciar as aulas.
Cada oportunidade precisa ser avaliada de acordo com:
o tipo de residência;
a situação migratória do estudante;
a instituição de ensino;
a empresa contratante;
a permissão de trabalho solicitada;
as condições estabelecidas pelas autoridades responsáveis.
Para quem Dubai pode fazer sentido?
O intercâmbio em Dubai pode ser interessante para quem deseja:
estudar inglês em um ambiente multicultural;
ampliar a rede de contatos internacionais;
conhecer um mercado profissional globalizado;
conviver com pessoas de diferentes nacionalidades;
avaliar oportunidades de acordo com sua qualificação e condição migratória.
O planejamento deve ser realizado sem considerar o trabalho como uma consequência automática da matrícula.
Estudar e trabalhar em Malta: inglês e experiência europeia
Malta reúne duas características muito procuradas por brasileiros: o aprendizado do inglês e a possibilidade de viver temporariamente em um país europeu.

O destino pode ser interessante para quem deseja permanecer alguns meses no exterior, desenvolver mais independência e ter contato com estudantes de diferentes partes do mundo.
Quantas horas um estudante pode trabalhar em Malta?
Em determinadas situações, estudantes de países de fora da União Europeia matriculados em cursos com duração superior a 90 dias podem trabalhar até 20 horas por semana após os primeiros três meses de estudo.
O acesso ao trabalho está sujeito às condições estabelecidas pela Jobsplus, órgão responsável pela área de emprego em Malta. O estudante precisa obter uma licença de trabalho antes de iniciar a atividade remunerada.
Portanto, não basta estar matriculado e receber uma proposta de emprego. A contratação somente deve começar depois da emissão da autorização necessária.
Estudantes matriculados em determinadas formações de ensino superior podem estar sujeitos a condições diferentes. Por isso, é importante avaliar o programa individualmente antes de efetuar a matrícula.
Para quem Malta pode fazer sentido?
Malta pode combinar com quem deseja:
estudar inglês durante alguns meses;
viver uma experiência europeia;
desenvolver autonomia;
conciliar os estudos com um trabalho de meio período;
conhecer outros destinos europeus durante a viagem.
As despesas com viagens adicionais devem ser incluídas separadamente no orçamento.
Estudar e trabalhar na Irlanda: uma das opções mais conhecidas
A Irlanda continua sendo um dos destinos mais conhecidos entre brasileiros que desejam fazer um curso de inglês de longa duração e ter uma experiência profissional internacional.

Além da imersão no idioma, o estudante passa a administrar a própria rotina, organizar as despesas, procurar oportunidades e se comunicar diariamente em um ambiente multicultural.
Como funciona o estudo e trabalho na Irlanda?
Para receber a permissão adequada, o estudante precisa estar matriculado em um programa elegível.
Os cursos de inglês de longa duração devem ter pelo menos 25 semanas, cumprir a carga horária determinada e constar na relação oficial de programas aceitos pelas autoridades irlandesas.
Com uma permissão Stamp 2 válida, o estudante pode trabalhar:
até 20 horas semanais durante o período regular de estudos;
até 40 horas semanais nos meses de junho, julho, agosto e setembro;
até 40 horas semanais entre 15 de dezembro e 15 de janeiro.
A Irlanda também exige que o estudante demonstre recursos suficientes para se manter sem depender exclusivamente de um trabalho eventual. A renda obtida no país deve ser considerada um complemento, não a única fonte de financiamento do intercâmbio.
Para quem a Irlanda pode fazer sentido?
O intercâmbio na Irlanda pode ser indicado para quem:
pretende permanecer no exterior por vários meses;
quer desenvolver o inglês no cotidiano;
busca mais independência;
deseja ter uma experiência profissional internacional;
está preparado para procurar trabalho após a chegada;
deseja conviver com pessoas de diferentes nacionalidades.
A acomodação deve receber atenção especial, pois pode representar uma parcela importante do orçamento.
Estudar e trabalhar na Austrália: diferentes caminhos de formação
A Austrália oferece opções de cursos de inglês, formação profissional, graduação, pós-graduação e outros programas para estudantes internacionais.

Essa variedade permite criar um planejamento mais longo, combinando diferentes etapas de estudo conforme os objetivos acadêmicos e profissionais do aluno.
Quantas horas o estudante pode trabalhar na Austrália?
O Student Visa, subclass 500, permite que estudantes elegíveis trabalhem até 48 horas a cada quinzena enquanto o curso estiver em andamento.
Quando o curso não está em sessão, o titular do visto pode trabalhar sem esse limite, desde que respeite as demais condições vinculadas à sua autorização migratória.
O estudante deve verificar as condições do próprio visto por meio do sistema oficial australiano, pois a autorização concedida pode conter exigências específicas.
É importante entender também que “48 horas por quinzena” não significa necessariamente 24 horas em cada semana. O controle é realizado dentro do período de 14 dias.
Para quem a Austrália pode fazer sentido?
A Austrália pode ser uma escolha interessante para quem deseja:
fazer um intercâmbio de médio ou longo prazo;
combinar inglês e formação profissional;
estudar em uma instituição de ensino superior;
desenvolver experiência em um ambiente multicultural;
viver uma rotina dinâmica;
construir um projeto acadêmico mais estruturado.
Por causa da distância, da passagem e do investimento inicial, o planejamento financeiro deve ser realizado antes da matrícula.
Estudar e trabalhar na Nova Zelândia: até 25 horas semanais
A Nova Zelândia pode atrair estudantes que procuram um destino organizado, com cidades de diferentes tamanhos e forte contato com a natureza.

O país oferece cursos de inglês, programas acadêmicos e formações em diferentes níveis.
Quem pode trabalhar durante o intercâmbio na Nova Zelândia?
Estudantes elegíveis podem receber autorização para trabalhar até 25 horas por semana durante o período de estudos. As condições de trabalho aparecem no eVisa ou na carta de concessão do visto.
Alguns estudantes de inglês também podem ter esse direito.
Entre os programas que podem atender aos critérios estão:
cursos de inglês com pelo menos 24 semanas letivas, sujeitos a requisitos adicionais, como comprovação de proficiência;
cursos de inglês com pelo menos 14 semanas consecutivas em uma universidade ou instituição classificada pela autoridade educacional como provedora de categoria 1.
Não é correto afirmar que qualquer curso de 14 semanas permitirá trabalhar. A instituição, a duração, o formato do programa e as condições do visto precisam atender aos critérios oficiais.
Para quem a Nova Zelândia pode fazer sentido?
A Nova Zelândia pode combinar com quem:
prefere uma rotina mais equilibrada;
deseja contato frequente com a natureza;
procura um destino menos tradicional;
quer desenvolver o inglês;
deseja estudar e trabalhar em um programa elegível;
considera cidades menores como parte da experiência.
Estudar e trabalhar no Canadá: atenção ao tipo de curso
O Canadá oferece cursos de idiomas, colleges, graduações, pós-graduações e diferentes programas profissionalizantes.

No entanto, é necessário ter bastante atenção ao escolher o curso. A possibilidade de trabalho está diretamente relacionada ao tipo de formação.
Quantas horas o estudante pode trabalhar no Canadá?
Estudantes elegíveis podem trabalhar fora do campus por até 24 horas por semana durante o período regular de aulas e sem limite de horas durante intervalos acadêmicos programados pela instituição.
Entre os critérios gerais, o estudante precisa:
estudar em período integral em uma instituição designada;
estar matriculado em um programa acadêmico, profissional ou vocacional elegível;
ter iniciado os estudos;
possuir um programa com pelo menos seis meses;
cursar uma formação que leve a diploma, certificado ou degree;
ter a condição de trabalho registrada no study permit.
Quem está matriculado exclusivamente em um curso de inglês ou francês como segundo idioma não recebe, apenas por essa matrícula, autorização para trabalhar fora do campus.
Para quem o Canadá pode fazer sentido?
O Canadá pode ser especialmente interessante para quem busca:
college;
formação profissional;
graduação;
pós-graduação;
desenvolvimento de competências técnicas;
experiência acadêmica relacionada à carreira.
Para quem pretende fazer apenas um curso de inglês, é fundamental não planejar a viagem considerando que poderá trabalhar legalmente fora do campus.
Qual é o melhor país para estudar e trabalhar?
Não existe um único destino adequado para todos os estudantes.
A escolha depende do tipo de experiência que você deseja construir.
Dubai pode interessar a quem procura um ambiente internacional e deseja avaliar oportunidades caso a caso.
Malta pode ser uma opção para quem quer estudar inglês e viver uma experiência europeia.
Irlanda costuma fazer sentido para quem busca um curso de inglês de longa duração com regras de trabalho claramente definidas.
Austrália pode ser adequada para projetos que combinam inglês, formação profissional e ensino superior.
Nova Zelândia pode atender quem procura estudo, trabalho e uma rotina mais próxima da natureza.
Canadá exige uma escolha cuidadosa do curso e tende a ser mais indicado para quem deseja fazer uma formação acadêmica ou profissional elegível.
O que analisar antes de escolher um intercâmbio com trabalho?
Antes de contratar um programa, considere cinco pontos.
1. Seu principal objetivo
Você quer melhorar o inglês, mudar de carreira, fazer uma formação profissional, fortalecer o currículo ou ingressar em uma universidade?
2. O tipo de curso
Um curso de inglês pode oferecer condições diferentes de um college, graduação, pós-graduação ou formação profissional.
3. A duração do intercâmbio
Muitos direitos de trabalho dependem da duração mínima do programa.
4. O investimento completo
Considere curso, acomodação, passagem, seguro, visto, documentação, alimentação, transporte e reserva financeira.
5. As condições registradas no visto
As regras gerais de um país não substituem o que está escrito na autorização concedida ao estudante.
Erros que podem comprometer o planejamento
Um dos principais erros é escolher o curso apenas porque alguém afirmou que o destino “permite estudar e trabalhar”.
Também é importante evitar:
acreditar que o emprego está garantido;
viajar sem uma reserva financeira;
escolher uma escola sem verificar a elegibilidade do programa;
considerar apenas o preço do curso;
ignorar o custo da acomodação;
iniciar um trabalho antes de receber a autorização necessária;
ultrapassar o limite de horas permitido.
A busca por emprego exige preparação, currículo adequado ao mercado local, disponibilidade, nível de idioma compatível e adaptação à realidade do destino.
Perguntas frequentes sobre estudar e trabalhar no exterior
Posso pagar todo o intercâmbio trabalhando no exterior?
Não é recomendado construir o planejamento dessa forma.
Uma oportunidade de trabalho não é garantida, e o estudante terá despesas antes mesmo de poder procurar ou iniciar um emprego. O ideal é embarcar com recursos suficientes para curso, acomodação e manutenção.
Preciso ter inglês avançado para conseguir um trabalho?
Depende da função. Algumas atividades exigem comunicação mais básica, enquanto outras demandam domínio avançado do idioma, experiência ou qualificação profissional.
Quanto melhor for a comunicação, maiores tendem a ser as possibilidades de participação em processos seletivos.
O trabalho precisa estar relacionado ao curso?
A regra varia. Alguns países permitem trabalhos de meio período em diferentes áreas. Em outros casos, a relação entre a atividade e a formação pode influenciar a análise ou a concessão da autorização.
Posso começar a trabalhar assim que chegar?
Nem sempre.
Em Malta, por exemplo, determinadas condições permitem o trabalho somente depois dos primeiros três meses. Em Dubai, é necessário obter a permissão adequada. Nos demais destinos, o estudante deve verificar quando os direitos de trabalho passam a valer.
Qual destino permite trabalhar fazendo apenas um curso de inglês?
Irlanda, Austrália, Malta e Nova Zelândia apresentam possibilidades para estudantes de inglês, desde que o curso e o visto atendam aos critérios.
No Canadá, quem cursa exclusivamente inglês ou francês como segundo idioma não recebe automaticamente autorização para trabalhar fora do campus. Em Dubai, a matrícula também não gera direito automático ao trabalho.
Encontre o programa adequado ao seu objetivo
Estudar e trabalhar no exterior pode fortalecer o inglês, ampliar sua visão profissional e desenvolver competências que dificilmente seriam construídas da mesma maneira permanecendo no Brasil.
Mas a experiência começa muito antes do primeiro dia de aula ou da primeira entrevista de emprego.
Começa com a escolha correta do curso, da instituição, do visto e do destino.
Na Just Intercâmbios, nossa equipe analisa seu momento de vida, objetivo, orçamento, duração disponível e interesse profissional antes de apresentar as possibilidades.
Assim, você entende:
quais países oferecem programas compatíveis com o seu perfil;
quais cursos podem conceder direito ao trabalho;
quanto precisa reservar;
quais documentos serão necessários;
quais são as limitações de cada destino.
Converse com um especialista e receba uma orientação personalizada para estudar e trabalhar no exterior em 2026.
Mais do que escolher um país, o primeiro passo é construir um projeto que faça sentido para você.
Seu intercâmbio começa muito antes do embarque. Começa com uma escolha bem orientada.
Informações migratórias consultadas em 16 de julho de 2026. As permissões de trabalho dependem do curso, da instituição, do visto concedido e das regras vigentes em cada país. A autorização para trabalhar não representa garantia de emprego, e a renda obtida no exterior não deve ser considerada a única fonte de manutenção do estudante.










