27/07/2013, Comentários: Comments Off

Desde minha adolescência estudei inglês, porém, nunca dei importância para o estudo do idioma. Quando iniciei a faculdade de engenharia, juntamente com minha vida profissional, percebi que o idioma não era um diferencial, e sim, um pré-requisito.

Então, comecei a estudar com mais afinco e pensar em viajar para fora, em busca de adquirir a fluência no idioma e ajudar a ter um bom currículo. Para mim não foi algo fácil, pois ninguém em minha família havia viajado para outro país, o que nos parecia ser algo “impossível”.

Visitei algumas agências de intercâmbio na cidade e, desde o primeiro contato, a Just foi a que mais chamou a atenção, tanto pelo bom atendimento quanto pelo conhecimento que os profissionais possuem. Assim, pude perceber que uma viagem internacional não era algo impossível e comecei a guardar dinheiro.

Algum tempo mais tarde, novamente entrei em contato com a Just para tornar meu sonho realidade. Meu objetivo era ir para um lugar onde o idioma falado fosse o inglês e que tivesse uma bela natureza.

Inicialmente, meu destino foi a Nova Zelândia, contudo, a cidade que eu havia escolhido na época, sofria com os estragos de um terremoto, então, com a ajuda do pessoal da Just, alterei meu destino para Vancouver, Canadá.

A parte mais “complicada” da viagem foi o pagamento. Todavia, as formas de pagamento foram facilitadas por eles. Eu acompanhava diariamente a cotação do dólar por e-mails enviados pela Just e quando o valor estava relativamente baixo, pagava partes da viagem, o que facilitou muito!

Todo o processo buracrático, como: reserva de passagens aéreas, contrato do seguro internacional de saúde, obtenção de visto, entre outros foi assistido e providenciado pela Just, e não tive nenhum tipo de preocupação.

Chegada a semana do embarque, fui até a agência para receber todas as instruções e documentos necessários para a minha permanência no Canadá. A partir daí, foi só respirar fundo e fazer as malas.

Viajei na metade de Setembro, e ao chegar em terras canadenses, fui muito questionado pela imigração, porém, não tive nenhum tipo de problema, todos os documentos pedidos estavam em uma pasta fornecida pela agência.

Em Vancouver, fiquei em uma casa de família excelente, onde moravam um casal de croatas (Ivan e Monika) com três crianças: Kaja (1 ano), Marko (3 anos) e Klaudija (5 anos). Eles foram muito receptivos e simpáticos. A casa não possuía regras muito severas e as crianças mantinham a casa animada por todo o tempo. Moravam também outros dois estudantes: Andrés (Colombiano) e Marko (Suíço), com quem pude compartilhar momentos legais e mantenho contato atualmente.

A escolha de uma boa escola é essencial para o sucesso do intercâmbio. Enquanto estive lá, estudei na LSC, e pude ter ótimas aulas com professores excelentes. O curso que escolhi era de 20 horas semanais e tive a oportunidade de, no período da tarde, participar dos passeios organizados pela escola. Estudando conheci pessoas do mundo todo, como: Suíça, Alemanha, Coréia, Arábia Saudita, Japão, México, Venezuela, entre outros.

Sobre a cidade, posso dizer que Vancouver foi uma escolha excelente. Por ser a mais quente do Canadá, não sofri com a diferença climática e pude conhecer lugares com uma beleza natural incrível, desde praias a montanhas. A cidade conta com um ótimo sistema de transporte coletivo e um povo multicultural que possui muita educação. Visitei o grandioso Stanley Park, assisti à jogos do Canucks na Roger Arena, visitei o maravilhoso Aquário de Vancouver, fui ao colorido Queen Elisabeth Park, conheci a longa ponte que atravessa o Capilano River, entre outras lugares que só me trazem boas recordações.

Em linhas gerais, o intercâmbio foi a realização de um sonho que me proporcionou e tem proporcionado um grande crescimento. Ele me ajudou muito, não só no que se refere à língua inglesa (que foi o principal objetivo da viagem) mas, também a aprender a lidar com a diversidade cultural e aprendi a ser mais independente, pois, estava sozinho em um lugar desconhecido, com desconhecidos, num clima ‘estranho’ e uma língua que não dominava. Se eu queria alguma coisa, tinha que conseguir por mim mesmo.

Abraços,
Paulo.