27/07/2013, Comentários: Comments Off

G’day Mate!! How is it going?! Enfim, América!! Cheguei nada mais que recebida pelo título da Libertadores ao todo poderoso Timão! Apesar da descarada abertura deste relato, a volta foi bem mais que isto, foi como acordar de um sonho, um sonho chamado Austrália. Indescritíveis e inesquecíveis foram os meses que passei do outro lado do mundo, na terra de marsupiais únicos e principalmente, na terra do temível Demônio da Tasmânia! Um bicho lindo, do tamanho de um cachorrinho corcunda, com andar pesado, sonoridade meio fanha e feroz, com orelhinhas sempre em pé farejando a cada instante o caminho a trilhar, é um tanto quanto assustador!

E além disso, a própria ilha nomeadora da espécie do marsupial, marca em sua geografia a cabeça do Diabo da Tasmânia. Oh Tassie! Que lugar incrível! Com paisagem de extremo mistério e tão reveladoras. Era a ilha do tudo um pouco, das praias de areia fina e branca que ao invés de coqueiros, eram arborizadas por pinheiros perdidos a beira do azul mar. Desertas e solitárias sÃo as praias da Tasmânia, que mesmo que com o vento frio, nos encantam ao primeiro olhar. Era também a ilha do verde musgo, dos altos e antigos eucaliptos de se perder de vista, vegetação inexistente, quase pré histórica, que agora, minha história passa a narrar.

A mata era úmida e diversa, o ar mais puro de respirar, de uma região que conta histórias de antigos ladrões ingleses que obrigados , foram lá morar. E formar um pequeno presídio, a Ilha desconhecida que a GrÃ-Bretanha mandara buscar. A também ilha de grandes lagos dos olhos de tão intenso azul, que a mesmo água pode inventar, dos ventos secos e um pouco frios quando o ano desperta e úmidos gelados quando minha temporada lá se acabava, já era a hora de acordar! Mas de tão belo sonho, virou quase que realidade, e tudo aquilo que lá vivi já é uma outra metade. Meus amigos e minha família são impossíveis de se esquecer!

Cada qual com uma história, um motivo, uma situação, ali também era uma parte do mundo, onde eu acordava comendo pão torrado com “vegemite”, almoçava sushi de uma vendedora de inglês carregado e sempre sorridente e podia vir a jantar na casa da minha amiga nepalesa; cujos pais nem inglês falavam e apostavam na filha bilíngue, um futuro melhor longe de casa. Aos meus amigos todos, dos mais australianos aos um pouco menos, eu agradeço por pertencerem sempre à minha memória.

Minha família, mais tasmaníaca impossível, se deliciava em me apresentar as belezas da Ilha ,além de me ensinar muito bem ensinado seu sotaque carregado e seu estilo descontraído, palhaço sarcástico, que as vezes me dobravam toda, só para me testar, o quanto mais eu os compreendia, o quanto mais profunda seria nossa relação. E funcionou, pois eu acima de tudo sou muito brasileira, daquela que com um jeitinho se resolve, e logo a nossa relação estava certa. E agora, aqui estou, num país tropical, abençoado por Deus e muito, mas muito bonito por natureza; que eu me orgulho muito por ser meu lar, minha vida, meus amigos e minha família.

Minha história é esta, na terra do valioso pau-brasil e das aves coloridas falantes que os portugueses mandaram buscar.

Abraços,

Nina